domingo, 13 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015


Sorrindo ao som de Chandelier.

Querido 2015, já sinto saudades.

     Sim, esse ano foi muito bom para mim. Ele curou as merdas que 2014 fez e me trouxe serenidade.
     É o ano em que aprendi que perdoar não é ser trouxa. 
     Ser trouxa é viver com ressentimento para o resto da vida. É não seguir em frente por não ter uma conclusão com aquele problema. É evitar para sempre o fato de que nem sempre alguém precisa ter razão numa discussão.
     Após ver uma pessoa próxima a mim revivendo mágoas de 10, 15 ou mais de 20 anos atrás, com a raiva de quem foi magoado naquela semana me fez perceber tudo o que eu não queria ser. Não queria viver uma vida carregando essa bagagem emocional, tão pouco queria ser trouxa. Como faz?
     Simples, você se cura primeiro, se perdoa por ter sido tão passiva em certas ocasiões e aceita o fato de que ter razão muitas vezes não é o que tua saúde emocional precisa.
     Isso aliado a novos amigos, novos objetivos e um amadurecimento nos traz segurança para tomar essas decisões sem nos arrependermos. 
     Esse foi o ano que minha casca endureceu. Meu otimismo deu lugar para o realismo (que é diferente do pessimismo). Fiz curso online para retomar o controle financeiro que perdi em 2014 por me envolver nos delírios de outros e me surpreendi com um final de ano com o lado financeiro sob controle, sem cartão de crédito e com a promessa de um novo ano mais aliviado. Mas não foi fácil! Trabalhei mais de 44 horas por semana, tendo semanas que cheguei a trabalhar 52 horas. Não saí com tanta frequência, sendo chamada de enrolada, mas quem está comigo sabe o real motivo, então não me importei com o novo apelido.
     É o ano que alguns grandes amigos foram para Curitiba, mas não antes de me ensinarem a me desprender de minha barreira social para interagir com estranhos. Conheci pessoas de várias partes do Brasil nesse verão, pessoas da Europa, Israel e dos EUA. 
     Finalmente formei minha banda (e ainda precisamos de tecladista), finalizei meu primeiro livro e me respeitei como profissional, como ser humano e como estudante. Finalmente encontrei meu jeito de estudar (é a distância). Ficar numa sala de aula como aluna é entediante para mim. Prefiro estudar em casa e no meu ritmo, sem horários fixos. 
     É o ano em que aprendi a sorrir quando o outro apontar meus defeitos. Mal ele sabe o quanto eu dou duro e o quanto me cobro para sempre dar o melhor de mim. E eu não quero que saibam mesmo. Só os meus queridos janeleiros.
     Pois o que quero dizer a vocês é que cada ano é diferente. Se você estiver vivendo um 2014 (vulgo ano de merda) saiba que não é para sempre e que você vai superar tudo o que estiver te incomodando. Demora, eu sei disso. Ainda não estou livre das dívidas que fiz ano passado, mas elas não controlam mais a minha vida, eu as tenho sob controle. Se me falta sono é porque estou escrevendo e não pensando em como fazer o dinheiro durar até o final do mês ou como fulano foi um babaca e por ai vai.
     Minhas preocupações são outras. São profissionais. E por sorte eu tenho uma família que sempre está ali para me apoiar.
     Como minha mãe me disse que meu pai lhe disse uma vez: O tempo cura tudo. 


PS: Descobri que ganho mais likes com minhas pernas do que com a capa do meu livro. Estou pensando em colocá-las na próxima edição.
PPS: É para quem não entende piadas. " "