domingo, 6 de dezembro de 2015

Ao ar




A chuva cai lá fora, meu mundo parece desabar.
Não tenho muito tempo, preciso reaprender a respirar.
Angústia é um sentimento vívido em minha oração
Peço para poder despertar dessa confusão.

Mas eu adormeço aos prantos, sem saber se irei me curar
Há uma luz no fim do túnel que eu quero alcançar, mas até lá
Me permita sofrer. Me deixe me abandonar!
Depois me pegue pela mão e me jogue ao ar.

A chuva cai lá fora, o medo traz a aflição
Tenho muito medo dos segredos do meu coração.
Uma fatiga homérica me deixa inerte e eu vou desmoronar
Um amor esquecido ganha forças, preciso chorar.

Preciso respirar, o ar me faz falta nessa desolação
Meus ossos tremem nessa auto-exilação.
Não quero estar lá fora, eu quero me trancar para sempre!
O meu para sempre é sempre até o meu adormecer.

E eu adormeço aos prantos, sem saber se irei me curar
Um dia esse martírio irá acabar, mas até lá
Me permita sofrer, me deixe me abandonar!
Depois me pegue pela mão e me jogue ao ar.