segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Retrospectiva 2014


2014- O ano de merda

     Isso mesmo que você leu. Achou que fosse mais uma daquelas retrospectivas bonitinhas de agradecimento? Nahhh.
     Esse foi o ano mais trágico dos últimos tempos para mim. Talvez o pior ano da minha fase adulta.
     Foi o ano em que as máscaras de muitas pessoas caíram, o ano em que fui abandonada, em que abandonei e que me abandonei.
     O ano em que fui traída de várias maneiras por várias pessoas que eu amava.
     2014
     Ah, sim. O ano em que a palavra fossa fez todo o sentido.
     Toda vez que alguém me fala que está tendo um ano ruim eu digo que ela está tendo um 2014.
     Bem, foi o ano em que me vi vulnerável e sozinha pela primeira vez depois de muito tempo. Sem amigos muito próximos eu me isolei, me senti insegura e esquecida.
     Foi o ano em que, pela primeira vez, pensei em vingança. Sim. Me feriram de uma forma tão vil que senti uma raiva irracional. Se a pessoa aparecesse na minha frente teria que me segurar para não dar um soco nela.
     Mas eu não me vinguei. Não iria perder meu tempo mais com aquele assunto.
     Era o que eu dizia.
     Mas ô sofrência! Perdi tempo chorando, tendo ataques de ansiedade que até hoje trato e era o meu pior assunto favorito.
     Então uma amiga voltou de viagem na fossa também e fomos as duas nos jogar na noite.
     E como dançamos! Como bebemos! E como sorrimos!
     Pela primeira vez naquele ano me senti livre.
     É que aquelas pessoas queriam que eu fosse de uma maneira, enquanto eu sempre aceitava elas do jeito que eram.
     Pois bem, sem elas para me prenderem conheci várias pessoas, dancei com muitos rapazes e me embebedei sem medo de ser difamada.
     Ah, doce liberdade!
     Aquela de quem não tem mais nada a perder, mais ninguém para dar satisfação. E eu dancei!
     E cantei também!
     Enfrentei meus maiores medos com os novos amigos que fiz, redescobri que os antigos amigos, aqueles da adolescência, ainda me admiravam muito, assim como eu os admiro! E que alguns amigos, mesmo distantes, eram bom conselheiros, assim como a família.
     E eu cantei bem alto, e cantei errado, mas eu cantei feliz!
     Desde 2013 que me sentia meio infeliz.
     Tive que ir no fundo do poço para saber que eu POSSO! Eu MEREÇO! E que nenhum comentário machista vai me deixar para baixo.
     Abrir mão de algumas amizades foi a coisa mais dolorosa que eu já fiz. Mas a maneira como me sinto hoje, em 2015, é reflexo dessas minhas escolhas. Me sinto distante de qualquer comentário maldoso. Não gosto de fofocas difamadoras e agora tenho coragem para dizer para qualquer pessoa que eu não estou interessada.
     Se não tem provas, não fale! Melhor ainda, se não é sobre mim, se não me afeta, não me INTERESSA!
     Mas isso é para a retrospectiva 2015.
     Voltando para 2014...
     Foi o ano em que compus as melodias mais belas, que conheci pessoas interessantes e que voltei a sorrir de verdade. Não me obrigo a sorrir mais para agradar meias pessoas. Aprendi a não tolerar mais meio respeito, e que quem fala mal de muita gente falará mal de VOCÊ também. Fiquem de olho!
     O que posso tirar de lição desse ano maldito? Que tudo passa, meu amigo.
     Você é mais forte do que imagina, após tanta provação seu coração se torna à prova de bala. Então suporte a merda que sua vida está, nem digo para ser esperançoso, mas que seja paciente. Ou não! Se jogue de cabeça numa atividade que você não fazia a muito tempo, mas te deixava feliz! Por que você parou com ela?
     O que eu diria para essas pessoas que me fizeram mal? Sejam felizes! Pois quem é feliz não faz mal a ninguém. Então, velhos amigos, seja lá o sofrimento de vocês, espero que vocês superem tudo isso, e quem sabe possamos ser felizes juntos novamente! 
     Até a retrospectiva 2015!