sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Desafio



Este jogo não faz sentido
Estou aguardando pelo início.
Quando irei despertar?
Quando tudo se revelará?

Quem colocou essas algemas quando eu estava adormecida?
Quem disse que fazer planos é coisa de gente crescida?
Quem impôs os limites do que eu devo querer?
Querem me dizer como devo viver?

Quem é você que me envolveu em suas mentiras?
Que se esconde por trás de uma vida
Cheio de si, de sabedoria
Ainda sim, sua mente é vazia.

Seus gestos são mecânicos
Seus desejos mundanos
Seu sorriso é cínico
Seu coração alquímico.

Quem é você que se ausentou
E voltou dizendo que estou perdendo meu tempo?
Não me olhe com seus olhos de robô
Nem me julgue com sua personalidade de cimento.

Eu estou cansada por mil vidas
Mas me reergo sem questionar
Suas balas passaram por cima
Da minha fortitude secular

Sinto a pulsação de algo que irá se anunciar
O desafio vai começar
E eu só entro para ganhar.

Desafio você, mentiro vulgar!
Tão cheio de si, sinto sua alma recear.
Ao meu desafio, irá negar?