segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ansiedade II



Não sou sua mãe para cuidar de coisas importantes na sua vida
Não sou sua amiga para poder me pedir favores.
Não sou sua escrava para me submeter aos seus caprichos
E tão pouco sou obrigada a te ver como vítima da minha indiferença.

Não vê como sua pressão me enche de ansiedade?
Como meu coração palpita quando me invade sem permissão
Querendo tomar conta das minhas ações
Será que não tem um pingo de piedade?

Não me diga como eu devo me sentir
Quando tudo o que consigo é só sentir
Quando tudo o que eu queria era não sentir
Quando deitada na cama eu sou só sentir.

Sinto-me fatigada
Amedrontada
Horrorizada

Sinto-me derrotada
Desperdiçada
Pressionada

Não se atreva a me pedir calma
Não se escolhe ficar presa em seu corpo
Não se tem prazer em sufocar a alma
Não se atreva a me compreender com seu olhar torto.

Não é ético tentar me dominar
Não é certo tentar rebaixar
O que sinto.

Não é efêmero esse peso existencial
Não é a esmo que eu sou inconstante
Não resisto.

É preciso
É difícil
É esquisito
É um suplício.

"Amanhã...
Talvez...
Espere um pouco...
Quem sabe...
To chegando...
Me espera...
Confie em mim...
Faça por mim...
Não seja assim...
Não tem jeito...

Não... Não... Não!"