quarta-feira, 10 de junho de 2015

Obliterar


Devolva-me, o meu canto, amor.
Liberta-me do seu horror.

E eu parto daqui para nunca mais voltar,
nosso tempo acabou.
Me atire do penhasco antes de me macular,
depois venda o que sobrou.

Iluda-me com o teu sonho, amor.
Entorpeça-me com o teu manto de horror.

E eu fujo daqui para nunca mais voltar
ao carrasco que vós sóis.
Fagulhas de um dia feliz para sempre irão queimar
com o seu toque, maldição!

Destruo a ti, falso anjo do amor.
Oblitero a ti! Só me resta o horror.