domingo, 19 de abril de 2015

O Corvo



Existe um rio cheio de trevas
E eu tenho que cruzá-lo sem olhar para baixo.
Existe um espírito que quebra a minha vontade
Ele insiste e persiste em dizer que eu vou falhar.

Minha mente está em ruínas, assim como essa ponte
O vento gélido esfria minhas emoções.
A garoa fina é feita de lágrimas
E eu sinto em cada uma um diferente pesar.

Uma noite fria e sem estrelas
Me deixa mais temerosa e agourenta.
Um vento cruel sussurra a minha sorte
E eu sei que logo irei me despedaçar.

Esse caminho é torto e muito obscuro!
Vários atalhos e perigos me são apresentados o tempo todo.
As sombras cantam lúgubres lamentos
Meus ouvidos, magoados, não aguentam mais.

Um cheiro ameno traz um desconserto
E uma incerteza de que ação tomar.
Uma sensação familiar e medonha
O corvo entoando os meus pecados.