sábado, 21 de março de 2015

Azaleia


Pobre Azaleia!

Tão delicada e meiga,
Seu sorriso está congelado em seu rosto
Vivendo seu mundo, alheia
Da necessidade do outro.

Sempre com dores de cabeça
Problemas ordinários,
Problemas terciários,
Mas assume todos, pois quer se fazer necessária.

Muda de amigos na lua cheia
Em seu mundo imaginário
Seus sentimentos são recreios
De pessoas mal intencionadas.

Azaleia, Azaleia!

Não se faça de vítima, Azaleia!
Por fora és doce e menina,
Mas no âmago és amarga como a vida
E traiçoeira quando pressionada.

Azaleia!

Esses olhos piedosos mostra só quando lhe convém
Seu amor é imbecil e de mais ninguém
Suas decisões egoístas
Suas emoções malditas.

Por isso hoje eu te podo de minha vida
Flor ingrata e vadia!
Hoje és erva daninha
No jardim de outro infeliz.