terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Perdição



Você passou tão despercebido 
Não senti quando você me despedaçou.
Uma doença, uma ferida putrefata.
Seu toque é maldição
Um artefato profano.

Perdida interiormente
Sou sombra de mim mesma.
Vontades anuladas
És minha perdição.

Não me poupasse de suas intenções cruéis
E promessas envenenadas.
Seu saber, o meu querer.

Deparo-me agora com olhos que aprisionam a alma
Meu sonho roubado
Por seu amor pérfido.

Até quando devo jogar esse jogo pervertido?
Pensamentos emaranhados
Minha sonata condenando sua existência infame.  

Nosso destino, o horror
Dizeres deliberados
O tempo acabou
Meu anjo infeliz...