quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pessoas Impessoais



A estranha anda com a mente partida
Disseram que foi um amor perdido.
Que foi um desafeto vívido,
Mas ninguém sabe que foi uma percepção perdida.

A esquisita anda com um olhar vago,
Com palavras sóbrias
e em seu momento de glória
ela se imagina como um próprio mago.

A delirante não tem amigo
Vaga solitária entre desconhecidos
Enfrenta sozinha seus desafios
Triunfa com o silêncio, seu companheiro mais antigo.

A arrogante não precisa de ninguém
E digo mais além
Ela não precisa de seus conceitos
Tão pouco compactua com seus preconceitos.

A misteriosa tem um sonho
E você nunca vai saber.
Tão pouco irá perceber
Quando ele for alcançado
Ela apenas soltará um suspiro cansado
e retornará para seu estado enfadonho.

A ausente não sente sua falta
Sua vida para ela não é interessante
Quando dentro de si ela se solta
e lá a vida é incessante.

A distante sorri, mas não pra você,
Com você ou de você.
Sorri porque pensou em algo engraçado
E você está ai, parado
Tentando compreender
O que se passa na cabeça daquele ser.

A insensível diz que você não pode
Não deve e não conseguirá.
Que seu interior implode
Quando você tenta a controlar.
Que suas mãos suam
Quando você tenta se aproximar.
Suas palavras a desnudam
Quando tentam lhe animar.

A bizarra o acha bizarro
Com essa sua mania de apreciar o tato
um pouco invasiva
Tornando-a evasiva.

A sem graça não quer saber para que você veio
Nem quando irá embora.
Seu único receio
É que você queira conversar agora.