sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mundo de Concreto


Maria, sofrida
Embarque nesse trem cósmico.
No caminho que guia
A luz da madrugada.

João, sem chão!
Perdeu o seu pé de feijão
Nas mãos dos homens
E sua fé gananciosa!

E é isso ai
O mundo lá fora
Aurora, acorda!
O príncipe não veio, jamais!

Abandone o sonhar!
O mundo atemporal.
Aqui a história
Jamais chega a um final.

Era uma vez
Uma criança imaginária.
Em seus castelos repletos de nuvens.

Era outra vez
Um homem de cimento!
Em seus castelos repletos de concreto.