sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mim, poesia.

Créditos da imagem para Juliana Dreyer


Me olha na rua. Veja! Estou perdida,
Eu seguia os passos de alguém.
Os dias eram escuros e cinzas,
Acho que não faziam bem.

Nos desalentos o mundo era mudo,
Pensei que fosse um dia surtar.
O tédio tomava conta de tudo,
Ninguém poderia me salvar.

Mas então eu ouvi a melodia,
A harmonia, ritmo
E tom.

E hoje eu sou mais alegria,
Menos sofrida
Menos down.

E você diz que não faz sentido
Os paradigmas distorcidos.
Tudo tem que ter compreensão,
Vir da voz da sua razão.

Aqui tua sabedoria é finita,
Sentir é uma questão de explorar.
Se você não vê em mim poesia
Acho que não posso te amar.

Hoje eu sou um pouco de magia
Um pouco de prisma me cai bem.
Cores de aquarelas antigas
Mas mudo tudo quando convém.

Meu timbre é a vibração do sol,
Do dó, do ré, do mi, fa, si, lá!
Com tom amarelo-girassol
Aconchegante como o ar.

O meu andar é descompassado,
Valseado
Delirado

Minhas palavras são cheias de vida
Poesia
sinfonia.

A noite é com os anjos que durmo,
Mas nenhum deles trocaria o céu por mim.
Para de ser tão obtuso.
Não coloque entre nós o fim.

Eu vi quimeras em seu olhar
Por isso ainda estou aqui.
E vi o amor no seu gesticular
Acho que tenho sentimentos por ti.